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Estudo destaca importância da triagem vestibular em bebês com perda auditiva neurossensorial

sexta-feira, 8 de julho de 2022
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Estudo destaca importância da triagem vestibular em bebês com perda auditiva neurossensorial

Embora os déficits vestibulares sejam mais prevalentes em crianças com deficiência auditiva e possam afetar seu desenvolvimento em vários níveis, a avaliação vestibular pediátrica ainda é incomum na prática clínica.

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Como a detecção precoce pode permitir uma intervenção oportuna, este projeto pioneiro implementou um teste básico de triagem vestibular para cada criança de seis meses de idade com deficiência auditiva em Flandres, Bélgica.

Este estudo, publicado na revista Pediatrics, teve como objetivo relatar os resultados da triagem vestibular em um período de três anos e definir os fatores de risco mais importantes para os resultados anormais da triagem vestibular.

Os Potenciais Evocados Miogênicos Vestibulares Cervicais (cVEMP) com condução óssea foram utilizados como ferramenta de triagem vestibular em todos os centros de referência afiliados ao Programa Universal de Triagem Auditiva Neonatal em Flandres. De junho de 2018 a junho de 2021, foram incluídos 254 bebês (média de idade: 7,4 meses, desvio padrão: 2,4 meses) com perda auditiva neurossensorial.

No geral, resultados anormais da triagem vestibular foram encontrados em 13,8% (35 de 254) dos bebês. O grupo mais importante em risco para resultados anormais da triagem vestibular foram crianças com perda auditiva neurossensorial severa a profunda unilateral ou bilateral (20,8%, 32 de 154) (P <0,001, odds ratio = 9,16).

Além disso, os resultados anormais da triagem vestibular foram mais prevalentes em bebês com perda auditiva causada por meningite (66,7%, 2 de 3), síndromes (28,6%, 8 de 28), infecção congênita por citomegalovírus (20,0%, 8 de 40) e anomalias cocleovestibulares (19,2%, 5 de 26).

Os resultados da triagem vestibular em bebês com perda auditiva neurossensorial indicam o maior risco de déficits vestibulares na perda auditiva severa a profunda e em certas etiologias subjacentes da perda auditiva, como meningite, síndromes, infecção congênita por citomegalovírus e anomalias cocleovestibulares.

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Fonte: Pediatrics, publicação em 14 de junho de 2022.

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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