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Estilo de vida sedentário em mulheres de meia-idade está associado a sintomas mais severos na menopausa e à obesidade

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016
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Estilo de vida sedentário em mulheres de meia-idade está associado a sintomas mais severos na menopausa e à obesidade

O objetivo do estudo, divulgado no periódico Menopause, foi avaliar a associação entre sedentarismo e a gravidade dos sintomas da menopausa e a obesidade em mulheres de meia-idade.

Três escalas para avaliação (The Menopause Rating Scale, Goldberg Anxiety and Depression Scale e a Athens Insomnia Scale) foram administradas a 6.079 mulheres latino-americanas, com idades entre 40 a 59 anos. O sedentarismo foi definido como menos de trinta minutos de atividade física, menos de três vezes na semana.

As mulheres sedentárias tiveram sintomas da menopausa mais severos (pontuação total na Menopause Rating Scale: 9,57 +/- 6,71 vs 8,01 +/- 6,27 pontos, P<0,0001) e mais sintomas depressivos (Goldberg), ansiedade (Goldberg) e insônia (Atenas Scale) em comparação com as mulheres não sedentárias. Elas também tinham maior circunferência média da cintura (86,2 +/- 12,3 vs 84,3 +/- 1,8 cm, P<0,0001) e uma maior prevalência de obesidade (20,9% vs 14,3%, P<0,0001). A análise de regressão logística mostrou que tanto a obesidade como os sintomas mais graves na menopausa, incluindo insônia e humor depressivo, foram associados positivamente a um estilo de vida sedentário. Ter um parceiro estável, usar de terapia hormonal e ter um maior nível de escolaridade foram negativamente relacionados ao estilo de vida sedentário.

Neste estudo, houve uma alta prevalência de sedentarismo nesta amostra de mulheres de meia idade latino-americanas, o que foi associado a sintomas mais graves na menopausa e à obesidade.

 

Fonte: Menopause - The Journal of The North American Menopause Society, publicação online de 19 de janeiro de 2016

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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