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Estatinas reduzem risco de câncer colorretal

terça-feira, 31 de maio de 2005
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Estatinas reduzem risco de câncer colorretal

Um grupo de pesquisadores da Universidade de Michigan avaliou o uso de estatina em 1953 pacientes com câncer colorretal que participam do Molecular Epidemiology of Colorectal Cancer Study.

Comparando estes indivíduos com 2015 casos-controle de voluntários compatíveis em idade, sexo e etnia, a equipe descobriu que aqueles que usaram estatinas por no mínimo 5 anos eram significantemente menos propensos a desenvolver a doença do que os que não usaram.

Esta associação tornou-se significativa após ter levado em conta o uso de aspirina ou de outras drogas anti-inflamatórias não-esteróides, o nível de atividade física, a hipercolesterolemia, a história familiar de câncer colorretal, a etnia e o nível de consumo de vegetais. Em contraste, o uso de derivados do ácido fíbrico (fibratos) não protegeu significativamente do câncer colorretal, sugerindo que uma propriedade não relacionada à queda geral do colesterol, mas a uma propriedade específica das estatinas, é a responsável pelo efeito anti-câncer.

"Devido à participação da hidroximetilglutaril coenzima A redutase na síntese de colesterol e no controle do crescimento, as estatinas podem ter uma atividade quimiopreventiva contra câncer", explica Jenny Poynter (Universidade de Michigan, de Ann Arbor, EUA) e seus colegas. Eles concluíram, no New England Journal of Medicine, que, embora a redução no risco relativo de câncer colorretal com o uso de estatinas esteja em 47%, o risco absoluto de desenvolver a doença é provavelmente mais baixo. Não obstante, os cientistas afirmam que as "estatinas merecem uma investigação adicional na quimioprevenção e em experimentações clínicas".

 

Fonte: The New England Journal of Medicine

Equipe Médica Centralx

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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