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Endometriose: diagnóstico por detecção de fibras nervosas em biópsia endometrial mostra resultados promissores em estudo publicado na Human Reproduction

quinta-feira, 20 de agosto de 2009
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Endometriose: diagnóstico por detecção de fibras nervosas em biópsia endometrial mostra resultados promissores em estudo publicado na Human Reproduction

O estudo duplo-cego, publicado no periódico Human Reproduction, usou a detecção de fibras nervosas no endométrio de mulheres com endometriose, através de biópsia endometrial e imunohistoquímica, como teste diagnóstico alternativo para esta patologia.

Os resultados mostraram que, em 64 mulheres com diagnóstico laparoscópico de endometriose, a média de densidade de fibras nervosas na biópsia endometrial foi de 2,7 fibras nervosas por milímetro quadrado. Apenas uma mulher com endometriose não teve fibras nervosas detectáveis. Seis mulheres tiveram fibras nervosas detectadas, mas não tinham endometriose ativa vista na laparoscopia. A especificidade ficou em 83% e a sensibilidade em 98%, o valor preditivo positivo foi de 91% e o valor preditivo negativo foi de 96%. A densidade das fibras nervosas não variou nas diferentes fases do ciclo menstrual. As mulheres com endometriose e sintomas de dor têm maior densidade de fibras nervosas em comparação com mulheres inférteis, mas sem dor.

Concluindo, a biópsia endometrial com detecção de fibras nervosas fornece uma possibilidade alternativa de diagnóstico para a endometriose, com acurácia semelhante à laparoscopia diagnóstica realizada por laparoscopistas experientes.

Novos estudos são necessários para confirmar estes achados e o teste ainda não está aprovado pelo Food and Drug Administration (FDA).


Fonte: Human Reproduction

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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