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Endocrinologistas da American Association of Clinical Endocrinologists reconhecem o pré-diabetes e recomendam o tratamento para pessoas nesta condição

quarta-feira, 30 de julho de 2008
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Endocrinologistas da American Association of Clinical Endocrinologists reconhecem o pré-diabetes e recomendam o tratamento para pessoas nesta condição

Especialistas em diabetes recomendam, pela primeira vez, o tratamento para pessoas com pré-diabetes. Segundo Daniel Einhorn, vice-presidente da American Association of Clinical Endocrinologists, reunido com um grupo de endocrinologistas em Oxon Hill, perto de Washington, D.C., mudanças no estilo de vida, e não o uso de medicamentos, deve ser o tratamento de primeira linha para prevenir o diabetes mellitus.

Ainda não existem guidelines para o diagnóstico e o manejo do pré-diabetes, uma condição na qual as pessoas têm níveis de glicemia mais altos que o normal, mas não tão altos para classificar esta pessoa como diabética.

Segundo  Einhorn, os endocrinologistas agora reconhecem verdadeiramente o estado de pré-diabetes, mas ainda não há uma definição unificada para esta condição. Existem pessoas em risco especial para desenvolver diabetes. Não fazer nada a respeito pode levar a complicações em órgãos como olhos, rins e nervos.

O novo guideline recomenda que pessoas com síndrome metabólica – definida por obesidade abdominal como condição essencial e dois ou mais critérios que se seguem: circunferência abdominal acima dos valores normais, triglicérides acima de 150 mg/dL, HDL abaixo de 40 mg/dL para homens e de 50 mg/dL para mulheres ou tratamento para dislipidemias, hipertensão arterial ou pressão arterial maior ou igual a 130x85 mmHg ou tratamento para hipertensão, glicemia de jejum maior ou igual a 100 mg/dL ou tratamento para diabetes – são consideradas de alto risco para pré-diabetes, assim como mulheres que tenha apresentado diabetes gestacional, pessoas com história familiar de diabetes tipo 2 ou pessoas obesas. Todos aqueles nesta condição devem ter sua glicemia avaliada.

O grupo define que mudanças no estilo de vida, e não o uso de medicamentos, deve ser o tratamento de primeira linha para prevenir o diabetes mellitus. O consenso final diz que alguns medicamentos podem ser usados, caso dieta e exercícios físicos regulares não sejam suficientes para reduzir a glicemia.

O novo protocolo também recomenda que os clínicos gerais e os especialistas avaliem problemas cardiovasculares como hipertensão arterial e níveis de colesterol ao diagnosticarem o pré-diabetes.

Fonte: American Diabetes Association

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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