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Dosagem do hormônio liberador de corticotropina na gestação pode ajudar no diagnóstico precoce da depressão pós-parto

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
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Dosagem do hormônio liberador de corticotropina na gestação pode ajudar no diagnóstico precoce da depressão pós-parto

A depressão pós-parto é uma condição comum, com sérias implicações para a mãe e para o desenvolvimento do bebê. As estatísticas são discordantes, mas indicam que cerca de 19% das gestantes podem apresentá-la e em 7% dos casos trata-se de um quadro de depressão grave.

Em estudo longitudinal de coorte realizado com cem grávidas de dois centros médicos da Califórnia, com gestação de feto único, foram coletadas amostras de sangue com 15,19,25,31 e 37 semanas de idade gestacional para dosagens hormonais do hormônio liberador de corticotropina (CRH), cortisol e hormônio adrenocorticotrópico (ACTH). Os sintomas de depressão foram avaliados através de questionário padronizado nas 4 últimas consultas de pré-natal e em duas ocasiões no pós-parto.

As análises da curva de crescimento mostraram que a trajetória do CRH em mulheres com sintomas de depressão pós-parto foi significativamente acelerada da 23ª à 26ª semana de gestação. Não foram encontradas associações entre os níveis de cortisol e ACTH e sintomas de depressão pós-parto.

As conclusões mostram que a dosagem do CRH na 24ª semana de gestação é um exame específico e sensível no diagnóstico precoce de depressão pós-parto. Esses resultados podem ter implicações na identificação e tratamento de mulheres grávidas com risco de apresentar depressão pós-parto e na indicação de acompanhamento psicológico para essas gestantes.
 
Fonte: Archives of General Psychiatry – Volume 66 de fevereiro de 2009

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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