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Cerca de 95% das mulheres, aos 30 anos, têm apenas 12% da sua reserva de óvulos e este número cai para 3% por volta dos 40 anos, segundo estudo publicado na PLoS ONE

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
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Cerca de 95% das mulheres, aos 30 anos, têm apenas 12% da sua reserva de óvulos e este número cai para 3% por volta dos 40 anos, segundo estudo publicado na PLoS ONE

Pesquisadores escoceses das  Universidades de St. Andrews e de Edimburgo, na Escócia, analisaram a reserva de óvulos de 325 mulheres inglesas, americanas e europeias. O estudo mostrou que a maioria das mulheres, por volta dos 30 anos, já perdeu quase 90% de seus óvulos.

A pesquisa, publicada no periódico Public Library of Science One (PLoS ONE), avaliou pela primeira vez o declínio e a dinâmica da "reserva dos ovários" a partir da concepção. Esta "reserva" refere-se ao número em potencial de óvulos com que uma mulher nasce e que pode produzir até a menopausa.

As conclusões mostram que 95% das mulheres, aos 30 anos, têm apenas 12% da sua reserva máxima dos ovários ainda presente. Este número cai para apenas 3% na idade de 40 anos. Isto reforça a teoria que diz que mulheres nascem com um número fixo de óvulos e esse número vai diminuindo com a idade.

Segundo os pesquisadores, pode existir grande diferença na quantidade de óvulos produzida por cada mulher. Algumas delas apresentam mais de dois milhões de óvulos em suas reservas enquanto outras, que iniciam a menopausa mais cedo, têm 35 mil óvulos.

A maioria das mulheres que chegam à menopausa em uma média de idade considerada normal, por volta dos 50 anos, apresenta uma reserva de 295 mil óvulos em cada ovário ao nascimento.

Este estudo pode ajudar a prever quais mulheres atingirão mais cedo a menopausa e quando é necessário congelar óvulos de mulheres que sofrem de câncer no ovário.

Fonte consultada:
PLoS ONE, de 27 de janeiro de 2010

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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