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Células-tronco abrem as portas para o entendimento de doenças neurológicas

terça-feira, 23 de agosto de 2005
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Células-tronco abrem as portas para o entendimento de doenças neurológicas

 

Cientistas da Universidade de Edimburgo e de Milão desenvolveram uma nova técnica para crescimento de células-tronco do sistema nervoso, que pode ser usada para o estudo de doenças neurológicas e o desenvolvimento de novos medicamentos para o tratamento dessas doenças. No organismo, as células-tronco se dividem para produzir cópias de si mesmas e de outras células especializadas. Pela primeira vez, os cientistas foram capazes de criar em laboratório um grupo puro de células-tronco do sistema nervoso. Esta pesquisa foi publicada em 16 de agosto no Journal PloS Biology.

Os cientistas fizeram diferentes tipos de células do sistema nervoso a partir de células-tronco neurais. Tudo aconteceu em perfeita ordem, sugerindo que estas células podem ser usadas para estudar detalhadamente as células que são afetadas em doenças degenerativas, como doença de Hungtington e doença de Parkinson. Os pesquisadores serão capazes de estudar os processos celulares e moleculares que participam dessas doenças - um passo inicial essencial para o desenvolvimento efetivo de novas terapias. Tentativas anteriores de desenvolver esse tipo de célula-tronco havia resultado em grupos contaminados, que não tiveram aplicação científica.

Os medicamentos que estão sendo desenvolvidos para interferir no início e na progressão dessas doenças agora poderão ser testados nessas células-tronco neurais, ou em tipos específicos de células desenvolvidas a partir dessas células. Isto vai reduzir a quantidade de animais usados para este tipo de pesquisa.

Essa descoberta parece ser o passo inicial para reparar tecidos danificados. " A pureza dessas células, e o fato delas não criarem tumores, significa que elas podem ser úteis para estudar o transplante de tecidos danificados", diz Steve Pollard, um dos pesquisadores de Edimburgo.

O professor Austin Smith, coordenador da equipe de Edimburgo, acredita que a divulgação da informação e do conhecimento é crítica para o progresso nas pesquisas sobre células-tronco.

 

Fonte: Institute of Stem Cell Research

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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