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Características glicêmicas e resultados clínicos de pacientes com COVID-19 hospitalizados nos Estados Unidos

terça-feira, 16 de junho de 2020
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Características glicêmicas e resultados clínicos de pacientes com COVID-19 hospitalizados nos Estados Unidos

O diabetes emergiu como um importante fator de risco para doença grave e morte por COVID-19. Apesar de pessoas com diabetes não parecerem ter um maior risco de ser infectadas pelo SARS-CoV-2, aparentemente elas têm maior risco de desenvolverem a forma grave da doença, gerando complicações. Há uma escassez de informações sobre o controle glicêmico entre pacientes hospitalizados com COVID-19 com diabetes e hiperglicemia aguda.

Este estudo observacional retrospectivo, publicado no Journal of Diabetes Science and Technology, de adultos com COVID-19 confirmada em laboratório, avaliou os resultados glicêmicos e clínicos em pacientes com e sem diabetes e/ou hiperglicemia aguda não controlada hospitalizados de 1º de março a 6 de abril de 2020.

O diabetes foi definido como A1C ≥6,5%. A hiperglicemia não controlada foi definida como ≥2 medidas de glicose no sangue (GSs) >180 mg/dL em qualquer período de 24 horas. Os dados foram extraídos do banco de dados da Glytec.

Entre 1.122 pacientes em 88 hospitais dos EUA, 451 pacientes com diabetes e/ou hiperglicemia não controlada passaram 37,8% dos dias de internação com uma média de glicemia >180 mg/dL.

Entre 570 pacientes que morreram ou receberam alta, a taxa de mortalidade foi de 28,8% em 184 pacientes com diabetes e/ou hiperglicemia não controlada, em comparação com 6,2% de 386 pacientes sem diabetes ou hiperglicemia (P <0,001).

Entre os 184 pacientes com diabetes e/ou hiperglicemia que morreram ou receberam alta, 40 de 96 pacientes com hiperglicemia não controlada (41,7%) morreram em comparação com 13 de 88 pacientes com diabetes (14,8%, P <0,001).

Entre 493 sobreviventes que receberam alta, o tempo médio de permanência (TDP) foi maior em 184 pacientes com diabetes e/ou hiperglicemia não controlada em comparação com 386 pacientes sem diabetes ou hiperglicemia (5,7 vs 4,3 dias, P <0,001).

Entre pacientes hospitalizados com COVID-19, diabetes e/ou hiperglicemia não controlada ocorreram com frequência. Esses pacientes com COVID-19 com diabetes e/ou hiperglicemia não controlada tiveram um TDP mais longo e uma mortalidade notavelmente mais alta do que pacientes sem diabetes ou hiperglicemia não controlada. Pacientes com hiperglicemia não controlada tiveram uma taxa de mortalidade particularmente alta. Recomenda-se sistemas de saúde que garantam que a hiperglicemia hospitalar seja tratada com segurança e eficácia.

Leia sobre "Características prognóstico de pacientes com COVID-19 e diabetes" e "Escore de risco clínico para predizer doença crítica em pacientes com COVID-19".

 

Fonte: Journal of Diabetes Science and Technology, publicação em 9 de maio de 2020.

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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