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Biochip desenvolvido por geneticistas e físicos franceses auxilia no diagnóstico de tumores cerebrais

terça-feira, 4 de outubro de 2005
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Biochip desenvolvido por geneticistas e físicos franceses auxilia no diagnóstico de tumores cerebrais

Artigo publicado na edição de setembro do Annals of Neurology mostra que a parceria entre geneticistas e físicos do Instituto Curie e do Instituto Nacional de Pesquisa Médica e de Saúde (Inserm), na França, foi um sucesso no desenvolvimento de uma nova ferramenta contra os tumores cerebrais.

A ferramenta desenvolvida na França busca melhorar o diagnóstico dos gliomas, tumores originados das células da glia (estrutura de sustentação do tecido nervoso), bastante freqüentes em adultos com câncer. Os pesquisadores mostraram que o conhecimento preciso das alterações existentes no cromossomo 1 dos seres humanos é fundamental quando se propõe a montagem de um chip de DNA para estudar esse problema.

O que os pesquisadores fizeram foi montar lâminas com fragmentos do genoma em questão – de aproximadamente 150 mil pares de bases - chamadas de microarranjos ("microarrays") de alta densidade, chips de DNA ou biochips.

Após análise por hibridização de 108 gliomas, com genes isolados das células sem tumor e marcadas com fluoróforos (compostos fluorescentes), pode-se ter em mãos uma espécie de quadro luminoso com cores e intensidades diferentes. Cada um desses sinais indica se aquele trecho do genoma representa um prognóstico pior (cor vermelha) ou melhor (cor verde).

Os testes feitos na França mostraram que a perda do braço curto do cromossomo 1 (1p) está associada a um melhor prognóstico, implicando resposta mais positiva ao tratamento quimioterápico. A perda parcial do mesmo braço indica a ocorrência de tumores mais agressivos. O trabalho indicou vários tipos de associações, sempre relacionados à força dos tumores.

Em termos de pesquisa básica, os cientistas conseguiram identificar que os genes associados aos tumores de prognóstico positivo e negativo são diferentes. No campo clínico, esses testes oriundos de técnicas desenvolvidas dentro do âmbito da genômica estrutural já devem ser incorporados pelos médicos, na França, até o fim deste ano, segundo comunicado do Instituto Curie. Mas ainda são necessárias pesquisas para avaliação completa do braço curto do cromossomo 1 e seu real significado clínico nos gliomas.

Fonte: Annals of Neurology 2005;58:483-487

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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