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Assistir televisão durante punção venosa em criança tem efeito analgésico

quinta-feira, 7 de dezembro de 2006
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Assistir televisão durante punção venosa em criança tem efeito analgésico
Crianças que são distraídas assistindo televisão durante punção venosa relatam sentir menos dor do que aquelas distraídas por suas mães. Os resultados são de um estudo publicado na edição de 28 de Novembro do Archives of Disease in Childhood.

Os pesquisadores reconhecem a importância da colaboração dos pais para que as crianças lidem bem com a dor, pela sua presença ou por fornecer distração. Também sabem do poder da televisão de capturar a atenção das crianças. A diferença é que o primeiro é ativo e envolve afetividade - embora o medo da própria mãe possa ser passado para a criança - enquanto o segundo é passivo.

Foram estudadas 69 crianças entre 7 e 12 anos durante punção venosa. As crianças foram divididas em 3 grupos de 23 crianças. Os controles não receberam distração. Uns receberam distração por suas mães e outros assistiram desenhos pela televisão. Não foram utilizados anestésicos tópicos. Após a punção venosa, as mães e as crianças usaram uma escala conhecida como Oucher Scale para relatar o score da intensidade da dor durante o procedimento.

Assistir TV foi significantemente mais eficaz do que a distração ativa pelas mães. Os autores reconhecem que o estudo possui limitações, já que não é um estudo duplo-cego, mas sugerem que estes resultados sejam devido ao envolvimento emocional das mães com o procedimento, ou seja, da dificuldade que elas têm de distrair seus filhos quando eles estão sentindo dor ou ao poder passivo de distração pela TV. A presença das mães traz conforto mesmo se a dor não é reduzida, segundo os pesquisadores.

Fonte: Archives of Disease in Childhood

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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