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Artigo de revisão conclui que suplementos vitamínicos ou minerais só devem ser usados com prescrição médica em pacientes com câncer ou que se curaram de um tumor

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
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Artigo de revisão conclui que suplementos vitamínicos ou minerais só devem ser usados com prescrição médica em pacientes com câncer ou que se curaram de um tumor

Sobreviventes de câncer tendem a ingerir mais suplementos vitamínicos que a população geral. Apesar deste uso ajudar pacientes com câncer que não podem ingerir uma dieta balanceada, por exemplo, também pode interferir em tratamentos prescritos para tratar tumores ou até estimular o crescimento tumoral, segundo o Dr. Cornelia Ulrich, do Fred Hutchinson Cancer Research Center em Seattle. 


Em pesquisa financiada pelo National Cancer Institute e publicada este mês no Journal of Clinical Oncology, o Dr. Ulrich e colaboradores revisaram 32 estudos publicados entre 1999 e 2006 sobre o uso de suplementos por pacientes com câncer e por pessoas que sobreviveram ao câncer. Eles encontraram que 64 a 81% dos sobreviventes do câncer relatam usar algum tipo de suplemento de vitaminas e minerais, comparado a apenas 50% dos adultos da população geral. Estes suplementos incluem polivitamínicos, megadoses de vitaminas específicas ou tratamentos com ervas medicinais.


Sobreviventes do câncer de mama relatam a porcentagem mais elevada de uso de suplementos - 75 a 87%, enquanto os sobreviventes do câncer de próstata são os que menos usam suplementos – 26 a 35%.


A maior tendência é iniciar o uso de suplementos depois do diagnóstico de câncer. Cerca de 14 a 32% iniciam o uso de suplementos depois do diagnóstico. As razões para o uso são: esperança de melhorar o funcionamento do sistema imune, acreditar que os suplementos ajudam a controlar o estresse que estão vivendo com o diagnóstico e o tratamento do tumor, dentre outras.


Segundo o estudo, mais de 68% dos médicos desconhecem o uso de suplementos por seus pacientes. Há uma discrepância entre as medicações usadas pelos pacientes e aquelas realmente prescritas por seus médicos ou anotadas nos prontuários dos pacientes. Esta informação é importante, já que alguns suplementos podem levar a efeitos colaterais ou interações medicamentosas, sendo até mesmo contra-indicados para uso em conjunto com outras medicações.


O Instituto Nacional do Câncer (The National Cancer Institute) recomenda que os pacientes evitem o uso de suplementos vitamínicos ou minerais, a menos que seus médicos os recomendem.


Fonte: Journal of Clinical Oncology

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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