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Alimentação infantil e ganho de peso: separando o leite materno da amamentação exclusiva, a alimentação por fórmulas e por alimentos sólidos

quarta-feira, 26 de setembro de 2018
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Alimentação infantil e ganho de peso: separando o leite materno da amamentação exclusiva, a alimentação por fórmulas e por alimentos sólidos

A amamentação tem sido inconsistentemente associada ao menor risco de obesidade. Na maioria dos estudos, os pesquisadores normalmente não fazem distinção entre amamentar exclusivamente ao seio materno e consumir leite materno em mamadeiras ou entre suplementação com fórmula versus introdução de alimentos, e poucos levam em consideração a alimentação usada em hospital.

Saiba mais sobre "Amamentação ou aleitamento materno" e "Obesidade".

Neste estudo publicado pelo periódico Pediatrics, a alimentação foi relatada por mães e documentada a partir de registros hospitalares canadenses, usando dados da coorte Canadian CHILD Study. Os escores z do peso corporal e do índice de massa corporal (IMC) foram medidos aos 12 meses. Foram realizadas análises controladas para o IMC materno e outros fatores de confusão.

Entre 2.553 díades mãe-bebê, 97% iniciaram o aleitamento materno e a mediana da duração do aleitamento materno foi de 11 meses. A maioria das crianças (74%) recebeu sólidos antes dos 6 meses. Entre os bebês “amamentados exclusivamente com leite materno”, 55% receberam algum leite materno extraído do seio e 27% receberam fórmula no hospital.

Em comparação com a amamentação direta e exclusiva aos 3 meses, todos os outros estilos de alimentação foram associados com IMC mais elevado: β ajustado: +.12 (intervalo de confiança 95% [IC]: 0,01 a 0,23) para algum leite extraído do seio, +.28 (IC 95%: 0,16 a 0,39) para amamentação parcial e +.45 (IC 95%: 0,30 a 0,59) para alimentação exclusiva com fórmula.

A suplementação breve de fórmulas no hospital não alterou essas associações, desde que a amamentação exclusiva fosse estabelecida e sustentada por pelo menos 3 meses. A suplementação de fórmula por 6 meses foi associada com maior IMC (β ajustado: +.25; IC 95%: 0,13 a 0,38), enquanto a suplementação com alimentos sólidos não foi. Os resultados foram semelhantes para a velocidade de ganho de peso.

A amamentação está inversamente associada à velocidade de ganho de peso, ao IMC e ao risco de excesso de peso durante a infância. Estas associações são dependentes da dose, parcialmente diminuídas quando o leite materno é oferecido a partir de uma mamadeira e substancialmente enfraquecidas pela suplementação com fórmula após o período neonatal.

Leia também sobre "Cálculo do IMC", "Crescimento infantil" e "Criança fora do peso ideal - o que fazer".

 

Fonte: Pediatrics, setembro de 2018

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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