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A maioria dos pacientes com AVC tem fatores de risco maiores não diagnosticados

segunda-feira, 11 de julho de 2022
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A maioria dos pacientes com AVC tem fatores de risco maiores não diagnosticados

Os resultados de um novo estudo estão sublinhando a necessidade de estratégias de prevenção e educação do paciente, com dados sugerindo que a maioria dos pacientes com acidente vascular cerebral isquêmico agudo tinha fatores de risco vasculares maiores não diagnosticados.

O estudo, apresentado no Congresso de 2022 da Academia Europeia de Neurologia, realizou uma análise de dados de mais de 4.300 pacientes com AVC de um registro suíço abrangendo mais de uma década e os resultados indicaram que 67,7% dos pacientes com AVC tinham pelo menos 1 ou mais fatores de risco maiores não diagnosticados, sendo os mais comuns dislipidemia e hipertensão.

“Nossas descobertas ressaltam a importância de testar e tratar desequilíbrios de gordura no sangue, como níveis elevados de colesterol e triglicerídeos, bem como a pressão arterial, e identificar e tratar aqueles com fibrilação atrial e diabetes tipo 2”, disse o investigador principal André Rêgo, do Hospital Universitário de Lausanne na Suíça, em comunicado.

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O resumo do estudo, publicado no European Journal of Neurology, descreve os fatores de risco maiores não diagnosticados em pacientes com acidente vascular cerebral isquêmico agudo.

Os pesquisadores relatam que existem escassas informações clínicas sobre a frequência, perfil do paciente e mecanismos do AVC em pacientes com AVC isquêmico agudo com fatores de risco vasculares maiores não diagnosticados anteriormente.

Em uma análise retrospectiva do registro ASTRAL de 2003-2018, analisou-se variáveis demográficas, clínicas, terapêuticas e prognósticas. Foram realizadas análises de regressão logística univariada e multivariada.

Após excluir 763 (14,9%) pacientes por falta de consentimento e 3 por falta de informação, analisou-se 4.354 pacientes (idade mediana de 70 anos [IQR 15,2], 44,7% do sexo feminino).

Nos 1.125 (25,8%) pacientes com fatores de risco não diagnosticados, 30,3% (n = 341) não tinham fatores de risco e 67,7% (n = 784) tinham pelo menos um fator de risco.

Os fatores de risco maiores recentemente detectados foram dislipidemia (61,4%), hipertensão (23,7%), fibrilação atrial (10,2%), diabetes mellitus (5,2%), fração de ejeção <35% (2,0%) e doença coronariana (1,0%).

A análise multivariada mostrou associação positiva com menor idade, etnia não caucasiana, forame oval patente, uso de anticoncepcional (em pacientes <55 anos) e tabagismo (para pacientes ≥55 anos). Também encontrou-se associações negativas com o uso de antiplaquetários antes do evento e IMC mais elevado.

Em relação aos mecanismos do AVC, a análise multivariada mostrou maior frequência de AVCs relacionados ao forame oval patente e menor frequência para AVCs de grandes vasos, de causas lacunares, cardíacas ou de múltiplas causas coexistentes. O resultado funcional em 12 meses e as recorrências cerebrovasculares não foram diferentes entre os grupos.

Nesta grande coorte de centro único de AVC isquêmico agudo, 67,7% dos pacientes com fatores de risco vasculares maiores não diagnosticados foram recentemente diagnosticados com fatores de risco, sendo os mais comuns dislipidemia, hipertensão e fibrilação atrial.

Os pacientes do grupo de fatores de risco não diagnosticados eram mais jovens e com maior frequência de forame oval patente, além de uso de anticoncepcionais e de tabaco.

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Fontes:
European Journal of Neurology, Vol. 29, Sup. 1, em junho de 2022.
Practical Cardiology, notícia publicada em 28 de junho de 2022.

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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